quinta-feira, 5 de maio de 2011
terça-feira, 5 de abril de 2011
O que um professor de EJA precisa saber
O que um professor de EJA precisa saber
(Extraído do site da revista Nova Escola: www.novaescola.com.br)
Sônia Couto, coordenadora do Instituto Paulo Freire, lista algumas práticas essenciais ao profissional que trabalha com Educação de Jovens e Adultos.
Valorizar os conhecimentos do aluno, ouvir suas experiências e suposições e relacionar essa sabedoria aos conceitos teóricos. Dialogar sempre, com linguagem e tratamento adequado ao público. Perguntar o que os estudantes sabem sobre o conteúdo e a opinião deles a respeito dos temas antes de abordá-los cientificamente. Dessa forma, o educador mostra que eles sabem, mesmo sem se dar conta disso. Compreender que educar jovens e adultos é um ato político e, para isso, ele deve saber estimular o exercício da cidadania.
As três ciências envolvidas nos “estudos da sociedade e da natureza”
Definição e descrição
Biologia, ciência da vida. O termo surgiu na Alemanha, em 1800, e foi popularizado pelo naturalista francês Jean Baptiste de Lamarck, com a finalidade de reunir um número crescente de disciplinas que se referiam ao estudo das formas vivas. Subdivide-se em matérias hierarquizadas, com base na molécula, na célula, no organismo e na população. De acordo com este critério, podemos considerar as seguintes disciplinas: a biologia molecular, a biologia dos organismos, que compreende a biologia do desenvolvimento, fisiologia, neurofisiologia e etologia, e a biologia das populações, que inclui o estudo da evolução, genética e ecologia
Geografia, ciência que estuda a distribuição e a ordenação dos elementos na superfície terrestre. A palavra geografia foi adotada no século II a.C. por Eratóstenes e significa, literalmente, descrição da Terra. O estudo geográfico compreende o meio físico da superfície terrestre e a relação dos seres humanos com esse meio.
A geografia pode ser dividida em dois ramos fundamentais: a geografia geral e a geografia regional. A primeira estuda os elementos humanos e físicos da Terra de maneira individual. A segunda estuda as diversas áreas da Terra e se concentra, sobretudo, nas combinações únicas e particulares dos traços humanos e físicos que caracterizam cada região e que diferenciam uma região de outra.
A geografia geral inclui a geografia física e a geografia humana. A primeira se dedica aos seguintes campos: geomorfologia, que utiliza a geologia para estudar a forma e a estrutura da superfície terrestre; climatologia, em que se encontra a meteorologia; biogeografia, que utiliza a biologia e estuda a distribuição da vida animal e vegetal; geografia dos solos, que estuda sua distribuição; hidrografia, que se ocupa da distribuição dos mares, lagos, rios e arroios em relação à sua utilização; oceanografia, que estuda as ondas, as marés, as correntes dos oceanos e os fundos marinhos; e cartografia.
A geografia humana abrange todas as fases da vida social humana em relação ao meio físico, como na geografia econômica e na geografia política, que é uma aplicação da ciência política, visto que estuda as atividades sociais dos seres humanos que estão diretamente relacionadas às localizações e aos limites de cidades, estados e grupos de estados. Existem muitos outros campos na geografia humana, como a etnografia, a geografia histórica, a geografia urbana, a demografia e a geografia lingüística.
A geografia regional estuda as diferenças e semelhanças entre as regiões da Terra. Esse ramo da geografia explica as diferenças entre os lugares mediante o estudo da combinação especial dos elementos que os distinguem e caracterizam.
Os métodos usados pelos geógrafos para descrever o meio físico e humano da Terra baseiam-se na coleta de dados no campo ou na sua obtenção de fontes secundárias, como censos, estudos estatísticos, mapas e fotografias; na confecção de mapas (que podem ser utilizados para registrar um simples dado ou os resultados de um estudo geográfico complexo); e na análise de informações geográficas, que são as técnicas utilizadas pela matemática ou pela estatística para analisar os dados quantitativos.
Os gregos antigos forneceram ao mundo ocidental seus primeiros conhecimentos importantes sobre a forma, o tamanho e as características gerais da Terra.
No século IV a.C., o filósofo e cientista grego Aristóteles foi o primeiro a demostrar que a Terra era redonda. O geógrafo grego Eratóstenes foi o primeiro a calcular com certa precisão a circunferência da Terra.
O geógrafo e historiador grego Estrabão escreveu uma enciclopédia de 17 volumes, intitulada Geografia, que foi uma importante fonte de informação no império romano.
No século II d.C., Ptolomeu contribuiu para a ciência geográfica com mapas e descrições muito úteis do mundo conhecido. Seus mapas indicavam, com clareza, os problemas envolvidos na representação da Terra de forma esférica em uma superfície plana.
As viagens do explorador italiano Marco Polo, no século XIII, as cruzadas cristãs, nos séculos XII e XIII, e as viagens de exploração dos espanhóis e portugueses, nos séculos XV e XVI, abriram novos horizontes para os europeus e estimularam o aparecimento de obras e tratados geográficos. No século XV, Henrique, o Navegador, de Portugal, impulsionou e apoiou as explorações das costas africanas.
Com a utilização do método geográfico, cabe destacar a obra Geographia generalis (Geografia geral, 1650) do geógrafo alemão Bernhardus Varenius, um dogma indiscutível durante mais de um século.
Alexander von Humboldt e Carl Ritter, ambos alemães, forneceram grandes contribuições à teoria geográfica no início do século XIX.
Outro geógrafo alemão, Friedrich Ratzel, célebre por sua obra Antropogeografia (1882-1891), tentou demonstrar que as forças naturais determinam a distribuição das pessoas na Terra, enquanto seus conterrâneos Ferdinand von Richthofen e Alfred Hettner introduziram as idéias de Humboldt, Ritter e Ratzel em um sistema coerente.
Entre os geógrafos franceses do final do século XIX destaca-se Paul Vidal de La Blache, que se opôs à idéia de que o meio físico determina de um modo estrito as atividades humanas.
No século XIX, com o desenvolvimento do imperialismo europeu, surgiram muitas sociedades geográficas. As sociedades mais antigas desse tipo se estabeleceram em Paris, Berlim e Londres, entre 1820 e 1830. Nos Estados Unidos foi fundada a Sociedade Geográfica dos Estados Unidos em 1851 e a Sociedade Nacional Geográfica em 1888.
No início da década de 1950, os geógrafos começaram a utilizar cada vez mais os métodos quantitativos, que tiveram grande utilidade ao serem aplicados à teoria da localização; Walter Christaller deu importantes contribuições a essa teoria.
Na década de 1960, a geografia foi dividida em diferentes escolas: por um lado, as que apoiavam os métodos quantitativos e por outro, as que defendiam um enfoque descritivo. Contudo, desde a década de 1970, os diferentes métodos são utilizados em conjunto e aplicados a novas áreas do estudo geográfico.
Os computadores se transformaram em um instrumento de grande utilidade na geografia. Atualmente, com o Sistema de Informação Geográfica, ou SIG, é possível criar imagens de uma área em duas ou três dimensões e utilizá-las como modelos em estudos geográficos.
História e historiografia, no seu sentido mais amplo, é o conjunto dos acontecimentos humanos ocorridos no passado. Historiografia é o registro escrito do que se conhece sobre as vidas e as sociedades humanas e a forma como os historiadores estudam, compilam, registram, analisam e interpretam este passado. Os feitos históricos são conhecidos através de várias fontes de informação: relatos de testemunhas, memórias, cartas, arquivos de tribunais, assembléias legislativas, instituições religiosas ou mercantis e, também, pela informação não escrita que se obtém através do estudo de restos de civilizações já desaparecidas. Os acontecimentos constituem a base sobre a qual se cria a interpretação histórica. Este processo baseia-se numa hipótese ou num modelo teórico provisório, que dirige a pesquisa para um relato minucioso e coerente sobre o elemento que está sendo analisado.
Sugestões de Atividades 1: Trabalhando com textos – literários, jornalísticos, didáticos, poéticos...
Fabiano
Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa deserta. Ele, a mulher e os filhos tinham-se habituado à caminha escura, pareciam ratos – e a lembrança dos sofrimentos passados esmorecera.
Pisou com firmeza no chão gretado, puxou a faca de ponta, esgaravatou as unhas sujas. Tirou do aió um pedaço de fumo, picou-o, fez um cigarro com palha de milho, acendeu-o ao binga, pôs-se a fumar regalado.
-Fabiano, você é um homem, exclamou em voz alta.
Conteve-se, notou que os meninos estavam perto, com certeza iam admirar-se ouvindo-o falar só. E, pensando bem, ele não era homem : era apenas um cabra ocupado em guardar coisas dos outros. Vermelho, queimado, tinha os olhos azuis, a barba e os cabelos ruivos; mas como vivia em terra alheia, cuidava de animais alheios, descobria-se, encolhia-se na presença dos brancos e julgava-se cabra.
Olhou em torno, com receio de que, fora os meninos, alguém tivesse percebido a frase imprudente. Corrigiu-a, murmurando :
- Você é um bicho, Fabiano.
Isto para ele era motivo de orgulho. Sim senhor, um bicho, capaz de vencer dificuldades.
Chegara naquela situação medonha – e ali estava, forte, até gordo, fumando o seu cigarro de palha.
- Um bicho, Fabiano...
Agora Fabiano era vaqueiro, e ninguém o tiraria dali. Aparecera como um bicho, entocara-se como um bicho, mas criaria raízes, estava plantado. Olhou os quipás, os mandacarus e os xique-xiques. Era mais forte que tudo isso, era como as catingueiras e as baraúnas. Ele, Sinhá Vitória, os dois filhos e a cachorra Baleia estavam agarrados à terra.
Chape-chape. As alpercatas batiam no chão rachado. O corpo do vaqueiro derreava-se, as pernas faziam dois arcos, os braços moviam-se desengonçados. Parecia um macaco.
Ramos, Graciliano. Vidas Secas.
Sugestões de Atividades 2: Trabalhando com músicas
Usar CDs ou instrumentos ou ainda apenas a voz: cantar com os alunos, ler e interpretar as letras com eles, incentivá-los a ilustrar essas letras, associar as músicas aos conceitos tratados nas aulas.
Músicas que “dão a aula por nós”: alguns exemplos
Tema: migrações internas
Música: A Triste Partida
Autor: Patativa do Assaré
Tema: colonização sul-americana
Música: Fruto do Suor
Autor: (...) interpretação – Raíces de América
Tema: recursos naturais; ciclo da água
Música: Planeta Água
Autor: Guilherme Arantes
Tema: astronomia, ecologia
Música: Xixi nas Estrelas
Autor: Guilherme Arantes
Tema: astronomia, o Sistema Solar, movimentos dos astros
Música: Canto do Povo de um Lugar
Autor: Caetano Veloso
Tema: o planeta Terra
Música: Terra
Autor: Caetano Veloso
Tema: extrativismo animal – a pesca
Música: Minha Jangada
Autor: Dorival Caymi
Tema: agricultura, solo, recursos naturais
Música: Cio da Terra
Autor: Milton Nascimento
Tema: os animais, ecologia
Música: As Baleias
Autor: Roberto Carlos
Tema: pluralidade cultural, o meio urbano e o meio rural
Música: Rancho Fundo
Autor: (...) interpretação – Chitãozinho e Xororó, entre outras tantas...
Sugestões de Atividades 3 – Trabalhando com imagens e com mapas
Importante:
Conhecer as regras básicas da Cartografia
Conhecer minimamente as diferenças entre os mapas físicos e os políticos
Trabalhar com mapas que tenham maior significação para seus alunos
Estudar minimamente os conceitos da Biologia, nas diversas áreas: botânica, zoologia, anatomia, ecologia... e “tirar” o conhecimento dos próprios alunos
Entender os preceitos da História Nova e da História Total para trabalhar com os alunos da EJA o que for mais significativo para eles
Valorizar a história dos alunos
segunda-feira, 14 de março de 2011
Planejamento
1 - Apresentação
Aqui serão apresentadas as formas como trabalhar com o EJA, levando em consideração seus interesses, experiências, temores, saber suas opiniões, raciocínio, seus sentimentos e emoções.
O planejamento será distribuído por área de conhecimento para melhor desenvolvimento do trabalho, não sendo necessariamente um método para se trabalhar, podendo o professor utilizar a globalização das áreas do conhecimento, não sendo necessário a separação.
LÍNGUA PORTUGUESA
2 - Objetivos Gerais
• Criar condições para que o aluno desenvolva sua competência comunicativa, discursiva, sua capacidade de utilizar a língua de modo variado e adequado ao contexto, às diferentes situações sociais, interessando – se em ampliar seus recursos expressivos, seu domínio da língua padrão em suas modalidades oral e escrita.
• Fortalecer nos jovens e adultos a importância de saber ouvir o outro, desenvolvendo o respeito mútuo e desenvolver sua capacidade de interação.
3 - Objetivos Específicos
• Inserir o jovem e o adulto no contexto da sociedade, valorizando sua cultura e seu conhecimento.
• Alfabetizar priorizando o método fonético e incluindo outros métodos (letramento, global, silábico etc.)
• Trabalhar a expressão oral desenvolvendo habilidades para emitir opiniões, com clareza.
• Desenvolver capacidades mínimas de inserção na sociedade, eliminando discriminações e desenvolvendo capacidades de uso diário como:
• Saber fazer uso de seus direitos e também conhecendo os seus deveres
• Conhecer e distinguir e saber usar diferentes textos de uso cotidiano.
• Trabalhar diversos tipos de textos, diferentes linguagens e diversos tipos de leitura.
LEITURA E ESCRITA
• Alfabeto maiúsculo e minúsculo;
• Emprego adequado de letras;
• Montagem de palavras, sentenças e textos;
• Identificação de idéias básica do texto;
• Sílabas, fonemas e grafemos;
• Produção de textos;
• Interpretação de texto;
• Comparação e diferenciação de escritas diversas;
• Exploração de material escrito: nomes, rótulos, textos, propagandas etc;
• Identificar poesia, propaganda e textos;
• Produzir pequenos como : anúncio, bilhete e cartas;
LINGUAGEM ORAL, VERBAL E NÃO – VERBAL.
• Relato de histórias ouvidas, casos, poemas e reprodução oral de textos diversos (informativos publicitários e poéticos);
• Relato de filmes, reportagens e causos;
• Mímica, dança e atividades lúdica;
• Localização e identificação de rimas;
• Leitura e análise de texto informativo e poético;
• Verbalização de opiniões e comentários.
GRAMÁTICA
• Ortografia;
• Partição Silábica;
• Tonicidade;
• Ordem alfabética;
• Alfabeto móvel;
• Jogos: caça-palavras, adivinhações com letras e sílabas, ditado de sílabas ou
• Palavras etc;
• Pesquisa de palavras, sílabas e gravuras. (jornais, revistas e rótulos)
• Quadras e poesias;
• Classes de palavras: substantivos, adjetivos, verbos, advérbios, artigos, numeral, pronomes,etc.
METODOLOGIA
• Trabalhar o alfabeto móvel, letras de imprensa e manuscrita e acrósticos;
• O aluno deverá montar nomes que tenham significado para ele (o seu nome, o das alfabeto móvel deverá estar sempre presente, para conscientização de letra e/ ou interiorização da escrita convencional;
• Leitura de diversos tipos de textos;
• A leitura de rótulos, propaganda, bulas, receita, contas de água e luz marcas de produtos para conscientização das letras;
• Textos informativos, expositivos e prescritivos.
• Ortografia;
• Achar palavras dentro de outra;
• Ilustrar poemas e dramatiza – los;
• Ensinar sílabas e palavras através de: adivinha, trava – línguas, rimas etc;
• O trabalho com rimas facilitará a relação som-letra;
• Leitura silenciosa, em voz alta ou pelo professor;
• Debate conversa informal, desenvolvendo assim habilidades de comunicação;
• Palavras formadoras do esquema silábico (consoante + vogal);
• Distinção entre vogal e consoante.
• Identificação de versos e estrofes;
• Localização e identificação de rima;
• Atividades que envolvam classes de palavras.
MATEMÁTICA
4 – Objetivos Gerais
• Dominar conceitos e procedimentos da matemática necessários a sua vida pessoal, social e profissional.
• Fazer uso da matemática em situações de seu cotidiano, em seu meio e nas suas necessidades.
5 – Objetivos Específicos
• Trabalhar a importância da matemática para solucionar problemas que envolvam somar, subtrair, multiplicar e dividir.
• Ler e registrar quantias.
• Realizar troco em situações reais, usando o processo aditivo, subtrativo e situações problemas; por escrito e oralmente.
• Efetuar operações cujos termos são quantias em dinheiro.
• Reconhecer o valor social das unidades de medidas padronizadas e utiliza – las adequadamente.
• Trabalhar números cardinais, ordinais e romanos; por extenso e algarismos.
• Trabalhar dezenas, centenas e unidades.
• Utilizar os números pares e ímpares; sabendo distingui – los.
• Promover cálculo mental e estimativo.
• Familiarizar com formas e propriedades geométricas simples.
• Agrupar quantidades conforme as regras do sistema de numeração decimal
• Estabelecer relações entre as operações.
• Ler, interpretar e escrever as unidades de medidas.
• Trabalhar conjuntos.
• Promover atividades que envolva o sistema monetário brasileiro.
METODOLOGIA
• Escrevendo os números em ordem crescente e decrescente;
• Utilização do número (aspecto funcional) em situações do cotidiano;
• Resolução de problemas que envolvam as quatro operações;
• Trabalhar com cálculos com o conhecimento que os alunos já possuem, favorecendo a troca de opiniões e sugestões dos alunos;
• Incentivar a criação de novos procedimentos pessoais de cálculo;
• Usar jogos, revistas, fichas, atividades etc; para a fixação das aprendizagens;
• Usar calendário para fixação de numerais, meses e ano;
• Usar dobraduras e outras artes para a aprendizagem da geometria;
• Utilizar o livro didático com suas atividades.
• Exercícios no quadro e atividades mimeografadas.
• Utilizar fichas com numerais cardinais, ordinais e romanos; em números e
• por extenso.
• Trabalhar com outras formas de fixação de atividades como: jogos com numerais, tabelas, quadro valor de lugar etc.
GEOGRAFIA
6 – Objetivos Gerais
• Identificar as diferenças entre o Urbano e o Rural;
• Conhecer e distinguir a história e a geografia do município, do estado e do país;
• Construir conceitos de cidadania a partir da realidade local articulando política, cultura, quentões sociais e meio ambiente;
• Conhecer a formação do povo brasileiro;
• Entender as leis, como: Leis trabalhistas, Constituição Federal, Estatuto do Idoso etc.
7 – Objetivos Específicos
• Conhecer a trajetória política brasileira desde a chegada dos portugueses até nossos dias;
• Identificar os vários momentos pelos quais perpassa a história e a importância desses momentos ontem e hoje;
• Conhecer e identificar as características de lugar em que vivem;
• Conhecer a formação de um bairro como espaço geográfico e histórico;
• Compreender as leis que regem o país;
• Refletir e entender os problemas relativos ao trabalho individual e o coletivo;
• Preocupar – se com os problemas sociais e procurar melhora – los;
• Entender e saber utilizar os meios de comunicação necessários ao conhecimento e busca de informação;
• Conhecer e identificar o Brasil e suas regiões;
• Ter noções do relevo do Brasil, clima e vegetação.
METODOLOGIA
• Usar em sala de aula: mapas, Atlas e globo terrestre;
• Trabalhos com informação através de: revistas, jornais, informática e leis;
• Usar atividades mimeografadas e o livro didático;
• Uso da biblioteca para pesquisa;
• Uso do quadro e caderno;
• Trabalhar com palestras e debates.
CIÊNCIAS
8 - Objetivos Gerais
• Conhecer o nosso sistema solar, o nosso planeta, os seres vivos, corpo humano, doenças provocadas por vírus, métodos contraceptivos, doenças sexualmente transmissíveis.
• Entender e preservar animais ameaçados de extinção, desnutrição, formas de energia, primeiros socorros, poluição no planeta, sistema reprodutor masculino e feminino, sistemas respiratório, circulatório, digestivo, glandular e nervoso.
9 – Objetivos Específicos
• Aprender sobre o nosso universo e o nosso planeta, tendo noções do movimento de translação e a força da gravidade.
• Compreender a importância da preservação da água do ar e solo, entendendo como forma de sobrevivência humana.
• Conhecer os animais vertebrados e invertebrados, partes da planta, a importância das plantas.
• Localizar no corpo humano os seus órgãos, o sistema muscular, sistema esquelético, os agentes causadores de doenças.
• Ter conhecimento de métodos contra conceptivo como: Tabelinha ou calendário, Temperatura, muco cervical ou esterilização.
• Aprender sobre preservativo masculino e feminino, diu, diafragma, espermicidas, pílula, pílula do dia seguinte e coito interrompido.
• Saber sobre Aids, formas de transmissão e como evitar.
• Conhecer as formas de energia, como cuidar do lixo, material reciclável.
• Aprender sobre a cadeia alimentar, animais ameaçados de extinção, seguranças no trabalho, primeiros socorros.
• Respeitar o corpo evitando drogas: como o hábito de beber e fumar, as doenças que causam as drogas..
• Trabalhar sobre a fecundação, genética, sistema digestivo e sistema nervoso.
METODOLOGIA
• Trabalhos em sala de aula com: vídeos, revistas, cartazes, debates, palestras e atividades com profissionais da saúde.
• Trabalhos com experimentos e pesquisa..
• Uso do caderno, livro didático e atividades mimeografadas.
ARTES
10 – Objetivo Geral
• Desenvolver a criatividade e o espírito de colaboração entre os alunos no desenvolvimento das atividades propostas.
11 – Objetivos Específicos
• Aprender a utilizar a criatividade no desenho, artesanato e pintura.
• Utilizar as datas comemorativas na aplicação com trabalhos artísticos.
• Conhecer as habilidades de cada aluno e utilizar essas habilidades.
METODOLOGIA
• Trabalhos em sala de aula ou fora dela, dependendo do assunto tratado.
• Trabalhos com desenhos, figuras, revistas, tinta, sucata etc.
• Utilizar outros meios dependendo das habilidades dos alunos.
AVALIAÇÃO
“Avaliar a aprendizagem implica avaliar também o ensino oferecido”
( PCN –p.94)
A avaliação de modo geral deve servir para duas finalidades básicas: apresentar aos alunos seus avanços, dificuldades no processo ensino-aprendizagem e fornecer subsídios que possibilitem ao professor analisar sua prática em sala de aula. Assim, o professor, além de observar em que medida e com que diversidade os objetivos foram alcançados, pode planejar e decidir se é preciso intervir ou modificar as atividades que vem propondo.
A avaliação, entendida como constitutiva da prática educativa, não pode estar ancorada em momentos específicos ou entendida como documento burocrático do rendimento dos alunos. Por isso, deve ser contínua, diagnóstica e dialógica. Contínua por que deve ocorrer em todo o processo ensino-aprendizagem; diagnóstica porque tem como finalidade, detectar dificuldades que possam gerar ajustes ou mudanças da prática educativa; dialógica, porque não se aplica apenas aos alunos, mas ao ensino que se oferece.
Por esse motivo a avaliação é um processo que envolve toda a escola, de acordo com a proposta pedagógica elaborada pela comunidade escolar.
sexta-feira, 11 de março de 2011
Atividades de Português
TEXTO.
O PENTEADO – MACHADO DE ASSIS
E Capitu deu-me as costas, voltando-se para o espelhando. Peguei-lhe dos cabelos, colhi-os todos e entrei a alisá-los com o pente, desde a testa até as últimas pontas, que lhe desciam à cintura. Em pé não dava jeito: não esquecestes que ela era um nadinha mais alta que eu, mas ainda que fosse da mesma altura. Pedi-lhe que se sentasse.
-Senta aqui, é melhor.
Sentou-se. "Vamos ver o grande cabeleireiro", disse-me rindo. Continuei a alisar os cabelos, com muito cuidado, e dividi-os em duas porções iguais, para compor as duas tranças. Não as fiz logo, nem assim depressa, como podem supor os cabeleireiros de ofício, mas devagar, devagarinho, saboreando pelo tato aqueles fios grossos, que eram parte dela.
O trabalho era atrapalhado, às vezes por descuido, outras de propósito para desfazer o feito e refazê-lo. Os dedos roçavam na nuca da pequena ou nas espáduas vestidas de chita, e a sensação era um deleite. Mas, enfim, os cabelos iam acabando, por mais que eu os quisesse intermináveis. Não pedi ao céu que eles fossem tão longos como os da Aurora, porque não conhecia ainda esta divindade que os velhos poetas me apresentaram depois; mas, desejei penteá-los por todos os séculos dos séculos, tecer duas tranças que pudessem envolver o infinito por um número inominável de vezes.
Se isto vos parecer enfático, desgraçado leitor, é que nunca penteastes uma pequena, nunca pusestes as mãos adolescentes na jovem cabeça de uma ninfa... Uma ninfa! Todo eu estou mitológico. Ainda há pouco, falando dos seus olhos de ressaca, cheguei a escrever Tétis; risquei Tétis, risquemos ninfa, digamos somente uma criatura amada, palavra que envolve todas as potências cristãs e pagãs.
Enfim acabei as duas tranças. Onde estava a fita para atar-lhes as pontas? Em cima da mesa, um triste pedaço de fita enxovalhada. Juntei as pontas das tranças, uni-as por um laço, retoquei a obra, alargando aqui, achatando ali, até que exclamei:
-Pronto!
-Estará bom?
-Veja no espelho.
Em vez de ir ao espelho, que pensais que fez Capitu? Não vos esqueçais que estava sentada, de costas para mim. Capitu derreou a cabeça, a tal ponto que me foi preciso acudir com as mãos e ampará-la; o espaldar da cadeira era baixo. Inclinei-me depois sobre ela rosto a rosto, mas trocados, os olhos de uma na linha da boca do outro. Pedi-lhe que levantasse a cabeça, podia ficar tonta, machucar o pescoço. Cheguei a dizer-lhe que estava feia; mas nem esta razão a moveu.
-Levanta, Capitu!
Não quis, não levantou a cabeça, e ficamos assim a olhar um para o outro, até que ela abrochou os lábios, eu desci os meus, e...
Grande foi a sensação do beijo; Capitu ergueu-se, rápida, eu recuei até à parede com uma espécie de vertigem, sem fala, os olhos escuros. Quando eles me clarearam vi que Capitu tinha os seus no chão. Não me atrevi a dizer nada; ainda que quisesse, faltava-me língua. Preso, atordoado, não achava gesto nem ímpeto que me descolasse da parede e me atirasse a ela com mil palavras cálidas e mimosas...
(Dom Casmurro, capítulo XXXIII)
II – INTERPRETAÇÃO DE TEXTO.
1) Transcreva uma frase do texto que comprove que as personagens são adolescentes.
2) O que quer dizer a expressão ´´ devagar, devagarinho``?
3) Qual a razão de Bentinho às vezes agir de propósito quando fazia e desmanchava as tranças de Capitu?
4) Por que o narrador desse texto é classificado como narrador-personagem?
5) Explique o sentido da passagem: ” Grande foi a sensação do beijo’’.
6) Afinal, quem planejou a situação para resultar no beijo, Bentinho ou Capitu? Justifique sua resposta.
III – GRAMÁTICA DE ACORDO COM O TEXTO.
1) Faça a análise morfológica – escrever as classes gramaticais – das palavras destacadas nas frases:
* ”Enfim acabei as duas tranças. Onde estava a fita para atar-lhes as pontas?”
a) acabei: _______________________
b) as: ___________________________
c) duas: __________________________
* "Vamos ver o grande cabeleireiro... ’’
a) vamos: _______________________
b) ver: _________________________
2) Na passagem “ mil palavras cálidas e mimosas” a palavra destacada pertence à classe gramatical dos numerais.
• Classifique os numerais abaixo em ordinal, cardinal, multiplicativo ou fracionário.
a) Ontem comi um terço de chocolate. _______________________________________________
b) Que pena! Ficou em septuagésimo lugar! __________________________________________
c) Separe o quíntuplo para Aninha. ________________________________
d) Consegui um milhão de assinaturas! _______________________________
3) Em sala de aula, tivemos uma breve introdução sobre os pronomes. Classifique-os, marcando a resposta correta.
a)”E Capitu deu-me as costas...” ( ) Pronome pessoal reto ( ) Pronome pessoal oblíquo
b) ”...ela era um nadinha...” ( ) Pronome pessoal reto ( ) Pronome pessoal oblíquo
c) ’’...de costas para mim...” ( ) Pronome pessoal reto ( ) Pronome pessoal oblíquo
d) ’’Pedi-lhe que se sentasse”. ( ) Pronome pessoal reto ( ) Pronome pessoal oblíquo
e) ’’Quando eles me clarearam...” ( ) Pronome pessoal reto ( ) Pronome pessoal oblíquo
4) No trecho a seguir, retire o que se pede:
’’Grande foi a sensação do beijo; Capitu ergueu-se, rápida, eu recuei até à parede com uma espécie de vertigem, sem fala, os olhos escuros’’.
a) Substantivo próprio: __________________
b) Substantivo abstrato: _________________
c) Contração do artigo: __________________
5) Na passagem ’’ Quando eles me clarearam vi que Capitu tinha os seus no chão’’, as palavras eles e seus estão substituindo um substantivo que aparece anteriormente. Qual é o substantivo? Escreva-o: _______________________.
O PENTEADO – MACHADO DE ASSIS
E Capitu deu-me as costas, voltando-se para o espelhando. Peguei-lhe dos cabelos, colhi-os todos e entrei a alisá-los com o pente, desde a testa até as últimas pontas, que lhe desciam à cintura. Em pé não dava jeito: não esquecestes que ela era um nadinha mais alta que eu, mas ainda que fosse da mesma altura. Pedi-lhe que se sentasse.
-Senta aqui, é melhor.
Sentou-se. "Vamos ver o grande cabeleireiro", disse-me rindo. Continuei a alisar os cabelos, com muito cuidado, e dividi-os em duas porções iguais, para compor as duas tranças. Não as fiz logo, nem assim depressa, como podem supor os cabeleireiros de ofício, mas devagar, devagarinho, saboreando pelo tato aqueles fios grossos, que eram parte dela.
O trabalho era atrapalhado, às vezes por descuido, outras de propósito para desfazer o feito e refazê-lo. Os dedos roçavam na nuca da pequena ou nas espáduas vestidas de chita, e a sensação era um deleite. Mas, enfim, os cabelos iam acabando, por mais que eu os quisesse intermináveis. Não pedi ao céu que eles fossem tão longos como os da Aurora, porque não conhecia ainda esta divindade que os velhos poetas me apresentaram depois; mas, desejei penteá-los por todos os séculos dos séculos, tecer duas tranças que pudessem envolver o infinito por um número inominável de vezes.
Se isto vos parecer enfático, desgraçado leitor, é que nunca penteastes uma pequena, nunca pusestes as mãos adolescentes na jovem cabeça de uma ninfa... Uma ninfa! Todo eu estou mitológico. Ainda há pouco, falando dos seus olhos de ressaca, cheguei a escrever Tétis; risquei Tétis, risquemos ninfa, digamos somente uma criatura amada, palavra que envolve todas as potências cristãs e pagãs.
Enfim acabei as duas tranças. Onde estava a fita para atar-lhes as pontas? Em cima da mesa, um triste pedaço de fita enxovalhada. Juntei as pontas das tranças, uni-as por um laço, retoquei a obra, alargando aqui, achatando ali, até que exclamei:
-Pronto!
-Estará bom?
-Veja no espelho.
Em vez de ir ao espelho, que pensais que fez Capitu? Não vos esqueçais que estava sentada, de costas para mim. Capitu derreou a cabeça, a tal ponto que me foi preciso acudir com as mãos e ampará-la; o espaldar da cadeira era baixo. Inclinei-me depois sobre ela rosto a rosto, mas trocados, os olhos de uma na linha da boca do outro. Pedi-lhe que levantasse a cabeça, podia ficar tonta, machucar o pescoço. Cheguei a dizer-lhe que estava feia; mas nem esta razão a moveu.
-Levanta, Capitu!
Não quis, não levantou a cabeça, e ficamos assim a olhar um para o outro, até que ela abrochou os lábios, eu desci os meus, e...
Grande foi a sensação do beijo; Capitu ergueu-se, rápida, eu recuei até à parede com uma espécie de vertigem, sem fala, os olhos escuros. Quando eles me clarearam vi que Capitu tinha os seus no chão. Não me atrevi a dizer nada; ainda que quisesse, faltava-me língua. Preso, atordoado, não achava gesto nem ímpeto que me descolasse da parede e me atirasse a ela com mil palavras cálidas e mimosas...
(Dom Casmurro, capítulo XXXIII)
II – INTERPRETAÇÃO DE TEXTO.
1) Transcreva uma frase do texto que comprove que as personagens são adolescentes.
2) O que quer dizer a expressão ´´ devagar, devagarinho``?
3) Qual a razão de Bentinho às vezes agir de propósito quando fazia e desmanchava as tranças de Capitu?
4) Por que o narrador desse texto é classificado como narrador-personagem?
5) Explique o sentido da passagem: ” Grande foi a sensação do beijo’’.
6) Afinal, quem planejou a situação para resultar no beijo, Bentinho ou Capitu? Justifique sua resposta.
III – GRAMÁTICA DE ACORDO COM O TEXTO.
1) Faça a análise morfológica – escrever as classes gramaticais – das palavras destacadas nas frases:
* ”Enfim acabei as duas tranças. Onde estava a fita para atar-lhes as pontas?”
a) acabei: _______________________
b) as: ___________________________
c) duas: __________________________
* "Vamos ver o grande cabeleireiro... ’’
a) vamos: _______________________
b) ver: _________________________
2) Na passagem “ mil palavras cálidas e mimosas” a palavra destacada pertence à classe gramatical dos numerais.
• Classifique os numerais abaixo em ordinal, cardinal, multiplicativo ou fracionário.
a) Ontem comi um terço de chocolate. _______________________________________________
b) Que pena! Ficou em septuagésimo lugar! __________________________________________
c) Separe o quíntuplo para Aninha. ________________________________
d) Consegui um milhão de assinaturas! _______________________________
3) Em sala de aula, tivemos uma breve introdução sobre os pronomes. Classifique-os, marcando a resposta correta.
a)”E Capitu deu-me as costas...” ( ) Pronome pessoal reto ( ) Pronome pessoal oblíquo
b) ”...ela era um nadinha...” ( ) Pronome pessoal reto ( ) Pronome pessoal oblíquo
c) ’’...de costas para mim...” ( ) Pronome pessoal reto ( ) Pronome pessoal oblíquo
d) ’’Pedi-lhe que se sentasse”. ( ) Pronome pessoal reto ( ) Pronome pessoal oblíquo
e) ’’Quando eles me clarearam...” ( ) Pronome pessoal reto ( ) Pronome pessoal oblíquo
4) No trecho a seguir, retire o que se pede:
’’Grande foi a sensação do beijo; Capitu ergueu-se, rápida, eu recuei até à parede com uma espécie de vertigem, sem fala, os olhos escuros’’.
a) Substantivo próprio: __________________
b) Substantivo abstrato: _________________
c) Contração do artigo: __________________
5) Na passagem ’’ Quando eles me clarearam vi que Capitu tinha os seus no chão’’, as palavras eles e seus estão substituindo um substantivo que aparece anteriormente. Qual é o substantivo? Escreva-o: _______________________.
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